13 de dezembro de 2007

Batatinha quando nasce...

O Batata é meu amigo desde que me conheço por gente.
Antes disso, até, vai saber... Nossas mães, muito chegadas, nos apresentaram ao mundo na mesma época - aaacho que tivemos pais diferentes, mas essa informação deve ser confirmada - e escolheram, inclusive, nomes parecidos para dar aos filhotes pançudos, respeitando, obviamente, os gêneros que nos diferem: A Banana e O Batata. Ou A Bestona e O Babaca, como preferirem :)
De fato, ele é a minha versão masculina no mundo. Se bem que ele deve ter mais peito do que eu, cabelos mais bonitos, fala praticamente nenhum palavrão e se veste como um Menudo. Ok, o Batata deve ser a minha versão feminina e eu a sua versão X-Men bêbado.
E realmente, excetuando aquele comportamento intrínseco dos machos, adquirido por pressões sociais e a ilusão de que dominarão o mundo para sempre, ele é um garoto muito doce e educado, e só não usa mais o cérebro por possuir algum atrofiamento ainda não detectado pelas inúmeras tomografias que já fez.
É claro que tenho vontade de dar pro Batata, mas penso que este também seja um comportamento intrínseco das fêmeas que querem se destacar sobre a concorrência, custe o que custar. Na realidade, ele é apenas meu amigo. Como se o 'apenas' fosse digno da palavra 'amigo'.
Mas vocês entenderam, eu acho.
O que quero dizer é que, sempre que o Batata for atropelado pela imensa manada de rinocerontes enfurecidos chamada vida e deitar ramas pelo chão*, eu estarei por perto para salvá-lo.
Agora dei pra entender, né?
Deeeeei!

*Não me façam passar vergonha. Declamem o poema corretamente:

"Batatinha quando nasce
Deita rama pelo chão
Mulatinha quando deita
Bota a mão no coração"

(Silvio Romero)